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Cidadão

Perguntas Frequentes

  • 1. Como faço para saber se minha cidade tem médico do programa Mais Médicos?

    Acesse Consulta por cidades e escolha o seu município. O sistema informará se seu município tem vagas de médicos autorizadas pelo Programa Mais Médicos. Nesse link você também poderá pesquisar os números de vagas de graduação em Medicina e residência e a instituição de ensino.

  • 2. Em que situações eu posso procurar um médico do Mais Médicos?

    O profissionais do Mais Médicos, assim como os demais médicos que atendem em Unidades Básicas de Saúde, estão trabalhando em um nível de atendimento à saúde da população chamado atenção básica -- onde praticamente 80% dos problemas de saúde da população podem ser resolvidos. Isso inclui desde problemas de saúde passageiros, como uma gripe ou uma dor de garganta, até o acompanhamento de um pré-natal ou doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Vale lembrar, ainda, que a atenção básica não serve apenas para tratar os doentes, mas também para prevenir os problemas e promover hábitos saudáveis. Você pode consultar regularmente esses médicos e demais profissionais das unidades básicas de saúde e do programa Saúde da Família para acompanhar sua saúde e receber orientações para uma qualidade de vida melhor.

  • 3. É verdade que os médicos do programa são todos cubanos?

    Não. A preferência para a chamada de profissionais do Mais Médicos sempre foi e será daqueles que têm registro de atuação médica no Brasil. Quando são abertos chamamentos de médicos para o programa, a seleção sempre respeitará a seguinte ordem de preferência:

    • 1 – Médicos com registro no Brasil (formados aqui ou no exterior, mas que revalidaram o diploma no Brasil);
    • 2 – Médicos brasileiros formados no exterior;
    • 3 – Médicos estrangeiros formados no exterior.

    Depois de feitas todas essas chamadas, caso ainda sobrem vagas, os médicos cubanos da cooperação internacional são convocados, dentro de um acordo internacional feito entre Brasil e a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde).

    Até o fim de 2014, após seguida essa ordem de preferência, dos 14.462 médicos contratados, a maioria acabou sendo formada por médicos cooperados: 11.429 profissionais. Outros 1.187 eram brasileiros ou estrangeiros formados no exterior. E 1.846 eram médicos que haviam cursado Medicina no Brasil.

    Já em 2015, a realidade mudou: no primeiro chamamento deste ano, com a expansão do programa, os médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado e os brasileiros graduados no exterior preencheram todas as 4.139 vagas ofertadas em 1.289 municípios e 12 distritos indígenas. Com a inclusão dos novos municípios, o programa conta com 18.240 médicos em 4.058 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas.

  • 4. Por que há estrangeiros entre os médicos do programa?

    Quando o programa foi iniciado, em 2013, havia poucos médicos brasileiros interessados em cobrir a necessidade dos postos de saúde, especialmente em cidades do interior do país. O Brasil possuía 1,8 médico por mil habitantes. Veja que esse índice é bem menor do que em outros países como a Argentina (3,2), Uruguai (3,7), Portugal (3,9) e Espanha (4).

    Além da grande carência de profissionais, a distribuição de médicos era desigual nas regiões brasileiras: 22 estados possuíam número de médicos abaixo da média nacional. Por isso, o Mais Médicos, atua em três frentes para resolver o problema:

    • Levar emergencialmente profissionais para as regiões que mais necessitam - aqui, no início do programa, foi seguida a ordem de preferência de convocação de médicos, conforme explicado na pergunta anterior, e por isso deu-se a convocação de médicos cubanos.
    • Ampliar a oportunidade de formação, criando novos cursos de medicina e aumentando o número de vagas nos existentes, e melhorar a qualidade da formação nos antigos e novos curstos. Formar com qualidade uma quantidade maior de médicos brasileiros é a maneira mais consistente e estruturante para que o Brasil supere a insuficiência desses profissionais justamente nos locais que mais precisam.
    • Aprimorar a infraestrutura da Atenção Básica no país, por meio da construção de novas unidades básicas de saúde e reforma e ampliação das unidades já existentes. 
  • 5. Os médicos estrangeiros conhecem a realidade de saúde pública brasileira?

    Sim. Este é um dos critérios de avaliação utilizados para que os médicos estrangeiros possam entrar no programa.

    Ao chegar ao Brasil os profissionais passam por um período de acolhimento e preparação, ao fim do qual são avaliados.  São quatro semanas de aulas sobre o SUS, temas de saúde e português, bem como uma prova de admissão ao final. Apenas os profissionais aprovados podem participar do programa.

  • 6. Há diferença entre as ações que podem ser realizadas por um médico do Mais Médicos e um médico que não é do programa?

    A única diferença é que um médico do programa que não tenha registro no Brasil (por ter se formado fora), seja ele brasileiro ou estrangeiro, recebe autorização do Ministério da Saúde para o exercício da profissão exclusivamente no âmbito das ações previstas no programa e na localidade indicada pelo Ministério da Saúde. Isso quer dizer que ele não pode atuar em outros serviços de saúde que não façam parte do Mais Médicos. No mais, não há diferença. Todos os médicos que atendem na atenção básica do SUS estão habilitados, podem e devem realizar consultas, fazer diagnósticos, prescrever tratamentos e medicamentos, solicitar exames e emitir atestados conforme as orientações e normativas do SUS, seja no âmbito local ou nacional. 

    No caso dos médicos do Programa Mais Médicos, a maioria é  especialista em medicina de família, e todos têm obrigatoriamente de fazer uma especialização em atenção básica realizada por universidades públicas brasileiras.

  • 7. Como é feita a avaliação das atividades desses médicos?

    O programa prevê a supervisão das atividades de todos os médicos, inclusive os formados no Brasil. Essa supervisão é realizada por universidades que selecionam e oferecem os supervisores. Eles apoiam a adaptação e o  relacionamento desses profissionais com o município e o serviço em que está; orientam os profissionais, buscando facilitar sua ambientação ao SUS e ao preconizado pelo Programa; identificam necessidades de aprendizado, elaboram planos de estudo e educação; e são referência para esclarecer dúvidas e até compartilhar algumas decisões, quando necessário, ainda que o principal meio de compartilhamento de decisões clínicas seja o Telessaúde, disponível a todos os médicos do programa.

     

    Além disso, os supervisores fazem a fiscalização do cumprimento de carga horária de 40 horas semanais, sendo 32 horas em atividades assistenciais e 8 horas em atividades pedagógica. Eles realizam visitas periódicas às unidades básicas de saúde, ficam disponíveis para os médicos por telefone e internet e aplicam processos de avaliação presencialmente.

    Do ponto de vista da realização de avaliações de implantação do programa e de resultado da atuação dos médicos, os ministérios da Saúde e da Educação têm desenvolvido ações de avaliação do programa como um todo em seus diversos eixos: provimento, infraestrutura e formação médica. São estudos e pesquisas que estão sendo realizados por universidades federais e instituições de pesquisa e têm avaliado questões como: satisfação dos pacientes e gestores; percepção sobre a ampliação do acesso à população aos serviços de saúde; análise de indicadores de saúde; avaliação do alcance de objetivos etc. Indiretamente, há outros processos de avaliação, como o PNAQ (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica), que analisa centenas de itens relacionados à qualidade da atuação, acompanhamento dos sistemas de informação, seja das Unidades Básicas de Saúde, como o eSUS, seja no Programa Farmácia Popular, etc.

  • 8. Já há resultados dessas avaliações?

    Sim, de algumas delas. A pesquisa realizada por meio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Ipespe, por exemplo, que entrevistou 14 mil pessoas, mostrou que a qualidade da assistência à população melhorou com a chegada dos profissionais do Programa Mais Médicos. Do total de entrevistados, 85% disseram que a qualidade do atendimento médico está melhor ou muito melhor; 87% apontaram que a atenção do profissional durante a consulta melhorou, e 82% afirmaram que as consultas passaram a resolver melhor os seus problemas de saúde. Quando provocados a identificar os motivos dessa melhora, os itens espontaneamente mais mencionados foram: “aumento do número de consultas”, “os médicos estão mais atenciosos”, “agora tem médicos todos os dias”, “passam mais tempo com os pacientes” e “mais capacitados e competentes”.

    Em outro estudo, o ministério mostrou que, em todo o Brasil, das 24,8 milhões de pessoas atendidas no Farmácia Popular, 2,7 milhões (11%) portavam prescrições de médicos do Mais Médicos entre setembro de 2013 – quando os primeiros profissionais iniciaram as atividades – e junho de 2015, sendo que mais de um milhão retiraram medicamentos pela primeira vez. São pacientes que até então não tinham acesso a diagnóstico e tratamento ou desconheciam os benefícios do Farmácia Popular, o que indica o acompanhamento dos pacientes e a ampliação do acesso aos serviços de saúde.

    E, ainda, tanto em avaliação feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU) quanto em estudo de 14 universidades e instituições de pesquisa que compõem a Rede Observatório do Programa Mais Médicos, constatou-se um expressivo aumento em 33% no número de consultas médicas nos municípios participantes do programa. O último estudo também evidenciou uma tendência de redução de internações por causas sensíveis à atenção básica nos municípios participantes do programa.


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