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Graduação em medicina

Estudantes

Graduação em medicina

Sem dúvida, o mais estruturante dos eixos de atuação do Mais Médicos é o da Formação Médica. Investir na abertura de novas vagas e na criação de novos cursos de graduação em medicina significa pensar na ampliação sustentável do alcance e da qualidade da Atenção Básica no Brasil.

 

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    Novos cursos, mais vagas e mais oportunidades

    Ao longo dos dois anos de programa, foram criadas 5,3 mil novas vagas de graduação, sendo 1,7 mil em universidades públicas e em 3,6 mil em instituições privadas em todas as regiões do país. Essas novas vagas foram criadas em 81 municípios de 24 estados e no Distrito Federal. Já foram autorizados 47 novos cursos, sendo 23 em universidades federais. A meta do Mais Médicos é alcançar a marca de 11,4 mil novas vagas de graduação até 2017, com foco em municípios do interior que ainda não possuem faculdade de Medicina. 

    Desse modo, o Brasil saltará de 0,95 vaga/10 mil habitantes em 2013 para 1,34 vaga/10 mil habitantes em 2017, proporção que se aproxima da realidade de países como a Inglaterra, que é o segundo maior sistema público e universal do mundo e tinha em 2011 uma relação de 1,61 vaga/10 mil habitantes.

    Mas essa expansão não é apenas quantitativa. Desde 2013, o Mais Médicos tem levado o ensino da medicina a diversos municípios onde antes não havia essa oportunidade, beneficiando milhares de estudantes que passaram a ter a chance de se formar na região onde vivem. Tamanha conquista constitui, ainda, um estímulo a mais para que o exercício da profissão também se dê ali, próximo à sua comunidade.

    Em setembro de 2014, o Governo Federal autorizou a abertura de 36 novos cursos de medicina em instituições privadas de ensino localizadas em 11 estados brasileiros (RO, PA,PE, BA, ES, MG, RJ, SP, PR, SC e RS), resultando em mais 2.290 vagas de graduação . Em abril 2015, para adequar ainda mais a distribuição do ensino médico, foi publicado novo edital para a criação de mais 22 novos cursos, dessa vez concentrados em cidades das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde até o final de 2016 serão criadas 2.057 novas vagas de graduação. A abertura das vagas de graduação obedeceu os critérios da Lei do Mais Médicos que inverteu a lógica da escolha das instituições e municípios. A nova legislação condiciona a expansão à necessidade social, tanto para as escolas públicas quanto para as privadas, apontando assim, para a interiorização dos cursos e para uma distribuição equitativa entre as regiões do país.

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    Interiorização com infraestrutura

    O Programa Mais Médicos estabelece critérios para a qualidade do ensino e da infraestrutura que devem estar à disposição do estudante em seu processo de formação, e também promove uma distribuição mais ampla dos cursos e vagas nos territórios brasileiros. Para tanto, é necessária a articulação entre a instituição de ensino e o sistema de saúde local para que as condições de formação sejam as mais adequadas e promovam a maior integração possível com a comunidade.

    Com o objetivo de priorizar os municípios e regiões com necessidade de médicos e insuficiência de vagas de medicina, o Mais Médicos estabeleceu critérios para a seleção das cidades para criação de novos cursos e definição do número de vagas de graduação em medicina. Veja abaixo os critérios adotados no Edital nº1 de 2015:

    • Com o objetivo de priorizar os municípios com maior escassez de médicos, o Mais Médicos estabeleceu critérios para a seleção das cidades para criação de novos cursos e definição do número de vagas de graduação em medicina. Veja abaixo os critérios adotados no Edital nº1 de 2015:
    • Cidades com índice de médicos a cada mil habitantes menor que 2,7;
    • Municípios localizados a pelo menos 75 quilômetros de qualquer curso de medicina existente;
    • Cidades que não sejam capitais de estado;
    • Cidades que ainda não tenham curso de medicina;
    • Cidades com mais de 50 mil habitantes;
    • A cidade deve estar localizada em região com estrutura e equipamentos públicos de saúde que cumpram os requisitos de suficiência definidos pelos Ministérios da Saúde e Educação.  
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    Compromissos das Instituições de Ensino

    As instituições de ensino superior privadas, selecionadas pelo MEC nos editais lançados para criação de novos cursos, já estão submetidas às novas regras estabelecidas pela Lei do Mais Médicos que prevê um conjunto de compromissos, entre eles, o da realização de investimentos na rede de saúde, além da implantação de programas de residência médica de modo a garantir a especialização dos profissionais após o término da graduação. O conceito que deve ser fortalecido e estendido é o de que cada instituição de ensino deva garantir número de vagas em programas de residência médica no mínimo igual ao número de vagas que oferta em seu vestibular. 

    Um importante instrumento que se somará aos demais na garantia da qualidade do ensino e da formação, será a realização de uma avaliação específica para cursos de graduação em medicina para todos os alunos do 2º, 4º e 6º, para avaliar conhecimentos, habilidades e atitudes em cada aluno, necessárias para uma atuação no novo perfil apontado pelas Novas Diretrizes Curriculares (DCN). Conforme e legislação e previsão nas próprias DCN o resultado dessa avaliação deverá ser considerado para o ingresso nos programas de residência médica, fortalecendo ainda mais a integração entre graduação e residência.

    Internato: 30% da carga será desenvolvida na Atenção Básica e em Serviços de Urgência e Emergência do SUS. Internato: 30% da carga será desenvolvida na Atenção Básica e em Serviços de Urgência e Emergência do SUS.

 

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